quarta-feira , junho 28 2017
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Pulou a janela, matou namorada e se matou

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Ricardo Marques Ribeiro, 21 anos, não era “trigo limpo”, pois além de extensa ficha corrida, ainda estava em liberdade provisória do Presídio de Lages.

Pois manhã deste domingo foi além do ciúme doentio ao tirar a própria vida de sua paixão, a jovem Renata Steinck, 17 anos.

Ricardo entrou sorrateiramente na residência, no Santa Helena,  pulando a janela e depois deu um tiro na cabeça de Renata, que ainda estava deitada.

Transtornado, ainda efetuou um disparo na sua cabeça. A jovem morreu no local,  enquanto o tresloucado namorado foi conduzido para atendimento hospitalar, porém não resistiu à gravidade do ferimento e também foi à óbito.

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2 Comentários

  1. Névio S. filho

    O homem serrano ainda é muito passional, como lidar com estes complexos de inferioridade, machismo e carência afetiva ao extremo, que extremadas levam a morte, com certeza a psicologia e a educação conseguem dar a luz explicações mais objetivas do que as religiões. Colhi na internet alguns comentários singulares que me fazem pensar que estamos voltando a idade média rapidamente, um cidadão colocou que se houvesse outro partido no governo isso não aconteceria, outro mencionou se o sul fosse outros país, isso também não aconteceria e outro maluco asserverou que se ainda houvesse a ditadura estaríamos em harmonia. Com certeza, existem mais doutores no assunto do que a nossa vã Filosofia mostra.

  2. Névio S. filho

    Neste interim o grande romance de Shakespeare, Romeu e Julieta, se eternizou nos anais literários por muita trajédia e sofrimento entre ambas as famílias da época, o amor em excesso é pior do que o não amor e a antítese do amor é o poder, o poder sobre o outro, como uma propriedade nossa e por esta propriedade fazemos tudo. Se cadeias ou prisões fossem a solução, não haveriam mais crimes passionais, mas é o contrário, mesmo com prisões o número só aumenta, qual foi o nosso erro na história da educação serrana, o que estes jovens aprenderam e o que aplicaram em suas vidas, sem dúvida o respeito a individualidade do outro, não foi aplicado. Romeu e Julieta fizeram um pacto de morte e para manterem a união em uma outra vida pretendida, se mataram ingerindo veneno, uma história não muito diferente dos jovens lageanos. É como se na outra vida, eu e minha amada viveríamos felizes sem as intervenções terrenas. Então eu a mando antes e depois me vou, um romantismo levado as últimas consequências. Romeu e Julieta, Eros e Psiquê, Tristão e Isolda, os mitos encontram a realidade solidificada em nós humanos, nó teimamos em imitar os deuses, deuses possuem imortalidade e não ética.

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