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Perseguição para uns e ajuda para outros

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“Trabalhamos com pães, cucas, bolos, bolachas e biscoitos caseiros há 30 anos, e vendemos nesse ponto, na rua Nereu Ramos, na saída da Galeria Dr. Acácio.

Produzimos das 5 da manhã até às 3 e 30 da tarde, quando levamos a produção, e vendemos em uma caixa projetada e que foi exigida pela vigilância sanitária há  mais de 5 anos.

Trabalhamos em família e tiramos honestamente nosso sustento durante todo esse tempo vendendo nesse local. Possuímos, alvará de funcionamento na padaria onde produzimos todos os nossos produtos com exímia higiene comprovada por todos aqueles que conhecem e são nossos clientes”.

Eis o nosso Problema:

– Fiscais da secretaria do meio ambiente estão nos proibindo de vender nossos produtos tão apreciados por todos os que algum dia compraram qualquer coisa que saísse daqui.

Estamos tentando de todas as formas chegar aos secretários, vereadores ou qualquer outra pessoa que possa nos ajudar. Não queremos nada de graça, queremos que a fiscalização cobre e exija que tudo seja dentro da lei, e que paguemos qualquer taxa que for proposta, pois garantimos a qualidade e garantia do que fazemos.

Vamos mostrar que ainda podemos trabalhar honestamente nesse país, e que ainda temos políticos e secretários que querem o bem do seu povo.

Ajuda para estrangeiros

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O curioso é que no mesmo dia em que essa família é “proibida” de trabalhar honestamente pelo Município, o mesmo Poder Público faz o maior alarde pot estar “ajudando” um refugiado Sírio.

É o caso de Ghassan Mawaldi, refugiado sírio de 48 anos, nascido em Alepo, cidade de cinco milhões de habitantes, uma das mais atingidas pelos conflitos.

AJUDA DO PODER PÚBLICO

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Em Lages encontrou pleno suporte do Programa Empreender Lages, mecanismo da prefeitura, que auxilia empresários em seu começo de carreira, com serviços de abertura de empresas, isenções de taxas para alvarás e emissão de Declarações de Imposto de Renda. Ele agora é comerciante local.

Conclusão: ajuda para uns e perseguição para outros…

Sobre Milton Barao

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8 Comentários

  1. John

    Duas questões:

    Por que estão proibindo o “tio do pão”?

    Os produtos do refugiado têm nota?

  2. JACINTO BET

    Este é o pais do atraso. Usam dois pesos e duas medidas. Artesanato é uma prática mundial. Podem ir nas maiores economias do mundo, que a fabricação e venda de artigos artesanais são estimulados pelo próprio Governo. O Poder público não consegue combater a criminalidade, então combate o cidadão de bem que quer ganhar a vida honestamente. Acredito que este assunto deva merecer atenção da Imprensa e do movimento “vem pra rua”, para defender gente honesta e trabalhadora. Podem me convocar que estarei pronto para carregar faixas em defesa dos vendedores de produtos artesanais.

  3. Névio S. Filho

    Em tese não deveria haver diferenciações, só que não deve-se deixar prosperar as tais máfias de fiscalizações que em outras cidades se mantém a custas de perseguição a pequenos comerciantes, a questão do que exigem os fiscais e se o estrangeiro está atuante é porque preencheu todos os requisitos legais e parem com essas discriminações de lageanos ou não lageanos todos vem, para cá para somar e nada mais, é melhor irem para a rua pedir FORA TEMER, aí seria mais racional do que ficarem pensando em bobagens preconceituosas.

  4. Thiago Arruda

    Não vejo perseguição alguma. A questao é que as padarias, onde também tem pessoas dignas e honestas que acordam na madrugada para preparar o pão, bolachas e tudo mais, pagam impostos absurdos, aluguéis, salarios aos funcionários para manter seu estabelecimento.
    Ai a pessoa estaciona o carro em um local de estacionamento rotativo e vende assim….
    não estou criticando esse vendedor, pois se ele está ali a tantos anos, é pq desde o primeiro momento fizeram errado. Poderiam talvez relocar, tentar encontrar uma alternativa para ele vender em um local fixo, onde ele tenha que abrir uma empresa e pague como as demais padarias da cidade o que lhe é devido.

  5. Jorge Alfredo Diener

    Caro Barão,

    Fica claro que são situações muito diferentes.

    O refugiado sírio alugou espaço particular, e providenciou alvará de localização e funcionamento, tendo agora recebido isenção do programa Empreender Lages.

    O caso dos pães, envolve vários vendedores que produzem sem licença e devida vistoria da Vigilância Sanitária. APENAS UM APARENTEMENTE TEM LICENÇA PARA PRODUÇÃO E VENDA EM SEU ESTABELECIMENTO.

    Além disto, veja que trata-se de uso de espaço público, sujeito a prévia autorização de uso do espaço pela SEMMASP, e ainda a venda de alimentos na rua, sujeita ao tempo e a contaminação, e que não tem autorização da Vigilância Sanitária (mesmo que todos tivessem – e não tem- autorização para fabricação, esta autorização não permite venda em desacordo com as normas sanitárias).

  6. João Souza

    Esse Névio, o tempo passa, passa, passa e a continua sendo a burrice em pessoa.

    Meus parabéns! Ninguém lhe superará tão breve.

  7. Roselito

    Daqui alguns dias irão proibir o menino do amendoim? Deixem as pessoas trabalharem, são pessoas honestas. Somente que passou por dificuldades sabe e respeita essa família corajosa que trabalha honestamente para vender e ganhar o pão de cada dia.

  8. Maycon Fideles Machado

    Caros senhores, principalmente Jorge e Thiago.
    EU sou o genro da DONA do carro mencionado acima, e ocasionalmente, sou o vendedor ali referido.
    Vamos aos pontos.

    1º. Temos licença de produção e venda no local onde produzimos,também pagamos impostos altíssimos, salários, contabilidade e todos os vários custos de qualquer padaria.
    2º. Por vários anos recebemos a autorização da semmasp para venda no ponto referido, portanto, tínhamos autorização. Do nada disseram: não pode mais.
    3º. A vigilância sanitária visitou nossa padaria N vezes e em nenhuma vez, sequer fomos advertidos, muito menos notificados, inclusive vários dos fiscais da prefeitura são nossos clientes porque conhecem a qualidade e cuidado na fabricação e venda dos nossos produtos, que são TODOS feitos à mão, portanto tudo artesanal. Ao contrário da maioria das grandes padarias e dos mercados que usam máquinas, e que não preciso citar pois todos conhecem, e já foram muitas vezes notificadas e inclusive fechadas.
    4º. O estacionamento rotativo. Nós vamos para o centro, entre 15:30 e 16:00. portanto usamos apenas 2 horas de estacionamento, pois os vendedores da SAMT ficam somente até 17:30 vendendo os cartões. E mesmo que ficássemos mais tempo, vocês já tentaram achar uma vaga após as 14:00 no centro???? Quase todas as vagas são ocupadas pelos próprios funcionários e comerciantes locais, então não venham dizer que somos nós quem atrapalhamos.
    5º. O uso do espaço público. Me respondam, a praça é espaço público? Então porque o pipoqueiro, que produz ali mesmo, pipocas, frita churros, faz crepes, ao ar livre e em meio às pombas e à toda a sujeira PODE VENDER ALI??? Não tenho naaaadaaaa contra o pipoqueiro, mas estamos praticamente ao mesmo tempo que ele, TODOS os nossos produtos são SELADOS e produzidos em local limpo e FECHADO. EXISTE DIFERENÇA SENHOR JORGE? Outra pergunta, e nada contra o refugiado, pois também quer trabalhar. Mas ele possui alguma nota de tudo que comercializa? Como alguém de fora ganha isenção da várias taxas e nós LAGEANOS não ganhamos nada? ao contrário, temos que pagar mais!!

    Volto a dizer, não queremos nada de graça, queremos estar dentro da lei, mas contanto que essa lei não beneficie somente os grandes, suprimindo os pequenos.
    E quando quiserem seguir a prosa, é só chegar ali na saída da galeria Dr. Acácio que estarei ali.

    Att.

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