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Metendo o bedelho onde não é chamado

Protesto contra reforma de um prédio que precisa de manutenção vira questão de segurança nacional entre “entendidos”

embargo obra ed dr acácio (2)

Impressionante, pois todo mundo se acha no direito de meter o bedelho, enquanto o proprietário do imovel é que paga a conta. Um porque viajou para Miami, outro porque é professor de Arquitetura, enfim…

Só estão esquecendo de falar com o proprietário, para saber se tem um projeto de reforma, o que será feito e se afetará a característica da Art Déco.

E o que pretende a Seplan com o embargo e a tentativa de prender os “peões” que estavam executando a reforma, de alguns recortes do prédio, que estavam caindo sobre os transeuntes.

E desde quando é serviço da Seplan organizar um “protesto” defronte ao prédio, cuja reforma está sendo bancada única e exclusivamente pelo proprietário.

Ou seja, para meter o bedelho tem muitos, mas para ajudar não tem ninguém…

 

Sobre Milton Barao

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8 Comentários

  1. Maria Elisa

    Barão, você viu as destruições feitas? Acho válido ir ver o local e observar todos os detalhes da Art Deco que estavam sendo destruídos a fim de acabar com uma construção de época e torna-la mais uma qualquer.
    Apenas os ornamentos Art Deco foram retirados do edifício, as sacadas em Art Deco que são arredondadas estavam ficando quadradas. Tirar elementos Art Deco e deixar o prédio quadrado é para segurança de quem?

  2. Maria Elisa

    E assim eu penso Barão que nossos nobres representantes da ACIL e CDL viajaram para Miami para que Lages se torne uma das cidades mais lindas do brasil. Além d um projeto Art Deco não poder ser modificado pois nunca mais conseguiremos um edifício tão lindo num local desses que engrandece nosso centro.

  3. Névio S. Filho

    Se formos atrás da turma que não são entendidos, não teríamos nada em Lages, a questão cultural é deveras importante, o patrimônio histórico, geográfico, ambiental e arquitetônico de uma cidade não há palavras para conceituar o valor disso, por isso ainda somos capengas em algumas áreas que já deveriam serem maduras na cidade. Porque que Florianópolis popssui um casario colonial ainda em pé e atrai uma imensidade de turistas, isso se chama consciência da prefeitura e do proprietário e gera vantagens para os dois, em lages não temos uma coisa enm a outra, um analfabetismo cultural e achamos isso a melhor coisa do mundo.

  4. Névio S. Filho

    Maria Elisa ainda levaremos um bom tempo para resgatar em Lages uma visão cultural mais apurada, isso subentende dar educação a população para que ela aprenda a dar valor ao que é histórico.

  5. Claudio

    Ok, acho engraçado o povo se revoltar contra a reforma de um casarão que não traz mais nada para cidade, se o cara reforma destrói algo histórico, porém se deixa, acaba acontecendo como o outro ao lado da Agitos DESMORONA e fica ali por anos com tapumes podres sem uma solução, assim como está ficando aquela na esquina do BANRISUL…Começo a concordar cada vez mais com um politico de Joinville… O CENTRO DE LAGES E FEIO E VELHO PARECE O DE JOINVILLE DOS ANOS 70

  6. Paulo9

    Tem dono o prédio! Paga se os impostos em dia, não faz parte de nem um tombamento! !portanto faz o que quiser ou por outro lado os incomodados paguem pela reforma arquitetônico ,pois jogar palavras ao vento é uma beleza! !ou o governo pague pela reforma ou melhor deixe cair aos pedaços (dono ) daí derruba como acontece com outras casas pela cidade, só aguardar

  7. Névio S. Filho

    Não acredito que esse político de Joinville seja culto ou que possua alguma massa encefálica para dizer asneiras desse quilate e não deve ser levado a sério, com certeza os caixotes sem nenhum estilo que hoje pontuam o centro de Joinville são aberrações iguais aos que são construídos em Lages também. Claudio nesta polêmica lageana, o que falta são responsabilidades e uma visão cultural de nosso patrimônio é claro que quando se tomba um imóvel ele deve ser preservado com alguma coisa que lhe traga uma função social, o Colégio teve a reforma o Estado fez e agora vai ser encampado por uma instituição que lhe dará a devida destinação, no Ribeirão da Ilha, a freguesia possui todas as casas antigas preservadas e os moradores são pescadores, quer dizer uma visão diferente, esta é a cultura deles, em Lages queremos imitar o que se faz em todas as cidades, caixotes para amontoar pessoas em quadrados diminutos, se isso é bonito, me explique este padrão de beleza. Comparado com outras cidades temos muioto pouco patrimônio histórico, não temos largos bonitos, não temos um mercado público que traga movimento ao centro qual o nosso estímulo para ir ao centro hoje.

  8. bruno ricardo

    Barão: Resumidamente te explico o que aconteceu. Existe uma lei municipal que obriga a todo proprietário de imóvel que quer demolir ou reformar, a obter uma autorização da prefeitura para tal procedimento, que será analisado por alguns orgãos da prefeitura, onde deverá apresentar o projeto, fato este que o proprietário não fez. como não tinha autorização foi notificado algumas vezes, para que não prossegui-se, mas o mesmo decidiu ignorar e continuou, restando a municipalidade ter de tomar medidas mais energicas. Como um dos proprietários é conhecedor da área do direito, sabia quais as consequência do ato, portanto também deveria saber esta máxima “Ninguém pode alegar o desconhecimento da lei para agir em desconformidade com a legislação (art. 3º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro).

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