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Mobilização segundo curso de Medicina em Lages

Chapecó já tem dois cursos e busca o terceiro. Unifacvest está mobilizada e autorização pode sair até mesmo antes do previsto em edital

Um curso de Medicina não representa apenas uma mensalidade entre 6 a 10 mil/mês para uma universidade. Os ganhos para uma cidade são incalculáveis, tal o retorno que dá, seja no setor imobiliário, na prestação de serviços e tantos outros.

Envolvimento da comunidade

Por isso é grande a expectativa em toda a comunidade e da sociedade civil organizada, como Associação Empresarial, CDL, Casa do Trabalhador, Imprensa, sindicatos e até mesmo das associações de moradores, que poderão ser fundamentais no processo de reivindicação

Chapecó

Temos o exemplo da vizinha Curitibanos, que para ganhar um Campus da UFSC, contou com o apoio amplo, geral e irrestrito da comunidade, que compareceu em peso nas audiências. Outra mobilização aconteceu em Chapecó, que já tem dois cursos e agora reivindica o terceiro.

Reunião em Brasília

Nesta semana o reitor professor Geovani Broering participou de uma importante reunião em Brasília, e que contou com a presença do senador Dario Berger e do deputado Mauro Mariani, juntamente com o ex-prefeito Elizeu e do alcaide Toni Duarte. O reitor vai em busca também do apoio fundamental da deputada Carmen Zanotto e dos nossos dois deputados estaduais, Gabriel Ribeiro e Fernando Coruja.

Novos cursos

Mas não é apenas pela possibilidade do edital que Lages poderá ter o segundo curso de Medicina. Um dos entraves era o programa Mais Médicos, que priorizava a contratação de médicos cubanos, mas que agora tem uma outra visão do governo, pois o programa permanece, mas com a autorização imediata de novos cursos de Medicina pelo país afora.

Autorização

É grande a possibilidade do MEC desarquivar o pedido da Unifacvest, e pode até acontecer de o reitor receber um email autorizando o funcionamento do curso. “Estamos preparados para isso e poderíamos lançar vestibular em 60 dias”, comentou durante coletiva nesta sexta-feira, na Unifacvest.

Apoio de Marcelo e Antonio Ceron

O reitor aposta também no apoio do prefeito eleito  Antonio Ceron, “ainda mais que ele tem um filho médico e sabe o quanto a cidade irá ganhar com um segundo curso de Medicina”, finalizou Geovani Broering

 

Fotos: Assessoria Comunicação

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4 Comentários

  1. Jorginho

    A dificuldade de se angariar maior apoio para a instalação de um segundo curso de medicina em Lages talvez seja exatamente este: já existe um, em pleno funcionamento há mais de uma década, com centenas de médicos formados. Talvez seja a hora de esclarecer à população quais serão as repercussões sobre o outro curso já existente, uma vez que o mesmo faz uso extensivo de instalações de saúde da cidade para campo de estágio.

    OBSERVAÇÃO
    Vestibular 2017 na UFSC
    Medicina……………. 241 candidatos por vaga

    Mercado de trabalho
    Não existe especialista em pescoço em Lages. Tem de ir à Itajaí.
    Oftalmologista. o filho de um oftalmologista lageano agora só atende na Capital do Estado, pois considera Lages muito interior.
    Cardiologista. só atende clientes da carteira. não tem vaga para novos atendimentos…

    • Jorginho

      Caro amigo, falho em compreender sua réplica.

      Não é segredo pra ninguém que medicina é a graduação mais concorrida do país e isto é muito mais pronunciado em faculdades públicas, evidentemente. Há que se considerar que a UFSC é a ÚNICA detentora de um curso público de medicina no Estado, ofertando a mesma quantidade de vagas há mais de três décadas.

      Entendo que seja fato óbvio, mas diante do que parece estar sendo insinuado aqui, há uma grande diferença entre uma concorrência candidato/vaga de vestibular e a demanda real por médicos em determinado local. Uma alta concorrência pelo curso não traduz real necessidade de mais médicos formados. Isto, aliás, é um antigo debate colocado em pauta pelo combalido Programa Mais Médicos, e já se foi intensamente destacado que o que favorece a permanência de médicos (e especialistas médicos) é a oferta de bons salários e boas condições de vida e de trabalho.

      Assim pois, há a necessidade de destacar outra obviedade: as universidades, através de seus programas de graduação, realizam a formação de médicos GENERALISTAS, isto é, não-especializados. A formação de médicos especialistas (oftalmologistas, por exemplo) é responsabilidade e dever dos programas de Residência Médica, creditadas pelo Ministério da Educação e ligadas (ou não) à Universidades. Assim, a falta de especialista em Cabeça e Pescoço e Oftalmologistas no município não é um problema a ser resolvido por (mais uma) graduação em Medicina — que, paradoxalmente, pode agravar este mesmo problema através da saturação de mercado –, mas sim pela (1) instalação de programas de residência médica pertinentes às necessidades reais da população, (2) oferta de melhores condições de trabalho e (3) valorização dos profissionais já instalados.

      Mesmo desconhecendo-os, estou seguro que há argumentos melhores para justificar a instalação de um segundo curso.

  2. Névio S. Filho

    Estudantes de classe alta são a clientela dos cursos de medicina no Brasil, eles procuram os locais aonde irão ganhar bem e explorar campos ainda com especialidades restritas e não seria o caso de haver mais faculdades em Lages, pois estes profissionais não ficariam aqui, existe um corporativismo terrível na medicina e o Mais Médicos veio provar que há profissionais mercenários que só agem por dinheiro.

  3. Saúde

    E o Sr na sua profissão não trabalha para receber grana? A população tem que parar com isso que médico é mercenários! !trabalhou tem que ganhar, não se faz uma profissão (medicina )para se fazer filantrópia Claro que se trabalha com pessoas, doenças enfim tem que separar o lado comercial com a situação do paciente e respeitar o momento adequado de cobrar!!! Logo sem essa de mercenários,agora se a saúde está assim culpa de governos

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