Anulação do primeiro julgamento da ré, em 2015, pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina deu ensejo a novo julgamento e Maharisch Blue do Amaral e Silva foi condenada a 8 anos em regime semiaberto

Na sessão mais longa do Salão do Júri deste ano, Maharisch Blue do Amaral e Silva foi considerada pelos jurados culpada pela morte do companheiro, Ari dos Santos, ocorrida em 2013.

A sentença de oito anos de prisão por homicídio simples foi anunciada perto das 5 horas da manhã desta quarta (21), quase 17 horas depois de iniciado o julgamento. Ela irá cumprir em regime semiaberto.

Os jurados não reconheceram as duas qualificadoras, o motivo torpe e surpresa, apontadas na denuncia. “Foi concedido a ela o direito de recorrer em liberdade porque estava solta mediante ordem de habeas corpus do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que fixou algumas medidas cautelares, por isso, mantive a decisão”, destaca o juiz da 1ª Vara Criminal, Geraldo Correa Bastos.

Seis anos mais 2

O magistrado aplicou a pena máxima de seis anos pelo crime de homicido e a elevou em mais dois anos por ter sido ela a responsável em arquitetar o crime. Presa em flagrante, a mulher já havia cumprido parte da pena em regime fechado.

Namorado

O planejamento e execução do crime por Maharisch e o coautor Geavan Brasil chamou a atenção. A anulação do primeiro julgamento da ré, em 2015, pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina foi outro fato incomum na comarca de Lages.

Condenado a 14 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e surpresa, ele cumpriu parte da pena em regime fechado em Lages e outra em Curitibanos. Recentemente progrediu para o semiaberto.

 

Taina Borges/Assessoria de Imprensa do TJSC/Lages

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