Lages, a Princesa da Serra catarinense, completa hoje, 22 de novembro, 252 anos de vida. Uma cidade tão jovem e cheia de histórias e encantos

A Princesa da Serra é imponente, afinal é a maior cidade em extensão territorial do estado de Santa Catarina, é a capital nacional do turismo rural, a dona da festa nacional do pinhão e a cidade onde as paisagens trazem a beleza esculpida pelas mãos de Deus.

Falar de Lages é uma tarefa prazerosa, recheada de nostalgia, contos e encontros.

Falar de Lages é dizer que somos uma cidade de grandes nomes na política, tivemos Presidente da República; Nereu Ramos. Vários governadores de estado, senadores e todos levaram com altivez o nome de nossa terra.

Falar de Lages é voltar no tempo das tropilhas, onde éramos passagem dos tropeiros sorocabanos com suas mulas indo e vindo. É falar de Anita Garibaldi pois existem relatos que a heroína dos dois mundos era lageana.

Falar de Lages é ouvir as nossas lendas e se apaixonar cada vez mais por nossa história e cultura. Quem nunca ouviu falar da Serpente do Tanque, da Santa Cruz, da filha do Correia Pinto, ou sobre os milagreiros Irmãos Canozzi, a cigana Sebinca, e quem não se orgulha de ser chamado de Boi de Botas ou lageano faca na bota.

Falar de Lages é apreciar o ar daqui, os verdes campos, as águas do Salto do Rio Caveiras, o amanhecer e entardecer sempre surpreendentes com suas cores, sabores e amores. Sabor de chimarrão bem cevado, da cor do céu avermelhado que por vezes se tornam indescritíveis através de simples palavras diante da magnitude do que nossos olhos presenciam.

Falar de Lages é relembrar dos festivais de música Fesinc; dos shows nacionais no Ivo Silveira, das tardes de matine no Marajoara, das casas noturnas como o 900 Executivo, Parque Verde, Boemia, Le Dartagnan, Portuga’s, Cia Ltda dentre outras.

Falar de Lages é ouvir Orquídea Negra, Daniel Lucena, Beto Mondadori, Marzio Lenzi e outros talentos de ontem e de hoje.

Falar de Lages é lembrar dos filmes de João Amorim, afinal, quem nunca deu boas gargalhadas com o épico Calibre 12.

Falar de Lages é lembrar das festas da JP no Clube 14 e dos carnavais no Princesa, e dos verões no Caça e Tiro (quantos acampamentos bons), das noites de domingo na saidinha do cinema.

Falar de Lages é ter um idioma próprio. Quem nunca falou ou ouviu um Aizáaaaa hame du céu, Mais pare hame, ou um Quiéra mais, nas lojas do comercio. Ou então os dizeres: Uiaaaa piá bançudo; te meto a mão nus corno; on jack vai; donde jack veio. Existem muitos outros mas fica até impossível de escreve-los, pois o lageano é único.

Falar de Lages é saber que nosso povo tem uma preguiça herdada da colonização cabocla, mas tem um coração gigante e sempre disposto a ajudar aos que necessitam; o lageano é um tanto quanto moroso nas suas atividades, mas ninguém nos supera quando nos unimos. Jamais fale mal de Lages, por que certamente estará comprando uma briga feia.

Falar de Lages é passar as férias de verão em Itapema e Meia Praia e ver que lá todos somos amigos e que na cidade nem se quer nos olhamos ou cumprimentamos e como se não bastasse sempre iremos encontrar um lageano nos lugares mais inusitados do mundo, pois lageano tem em todo lugar, simplesmente brotamos do nada.

Falar de Lages e seus 252 anos é dizer que moro no melhor e mais abençoado lugar do mundo, mesmo com seus problemas e mazelas não te troco minha princesa da serra por nenhum outro reino. És única e majestosa no coração daqueles que se orgulham de terem nascido nos teus campos.

Por Patrícia Barboza

Fotos: divulgação

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