Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos da Alesc discute onda de Violência contra as Mulheres e Feminicídio. Será nesta quinta-feira, 27 de junho, às 14h, na Câmara Vereadores de Lages

Para debater o crescimento da violência contra as mulheres em Santa Catarina e traçar estratégias de enfrentamento, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realiza até a segunda semana de julho seis audiências macrorregionais.

A proponente das audiências deputada Marlene Fengler defende um amplo debate sobre a questão, com participação da sociedade e de representantes de instituições que tratam da questão da violência contra as mulheres como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Ministério Público de Contas, universidades, Ongs, Polícias Civil e Militar, entre outras instituições.

Quadro da violência em SC

No Brasil, a cada três mulheres, uma já foi vítima de violência. Em Santa Catarina, só neste ano, até agora, foram registrados 28 feminicídios. Em 2018, foram 35 casos, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública.

Conforme o Tribunal de Justiça, há 41.743 processos em andamento nas comarcas catarinenses envolvendo violência doméstica contra a mulher. Número que só está abaixo de processos relacionados ao tráfico de drogas.

Metade das mulheres se calam

Pelas pesquisas, em cerca de 60% dos casos, os agressores são alguém conhecido da vítima. E apesar das campanhas e dos debates, mais da metade,  52% das mulheres se calam.

Além da brutalidade contra as vítimas e a tragédia para as famílias de mulheres mortas por seus companheiros, os feminicídios ocorridos em Santa Catarina entre 2011 e 2018 custaram cerca de R$ 424 milhões para os cofres públicos.

A informação é Ministério Público de Contas e foi divulgada na segunda audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa para tratar da escalada de violência contra as mulheres no território catarinense.

Com informações:

Gabinete Marlene Fengler

Fotos: internet/divulgação

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