Vereador e servidor da prefeitura de Alfredo Wagner, o Zaia, condenado em 2.º grau pelo crime de estupro de uma menina de 13 anos. Ele fica preso por 17 anos e o pai da criança por 9 anos

O noticiário policial foi agitado com a confirmação feita pelo MPSC da prisão de Isair dos Santos, conhecido como Zaia. O MP denunciou o vereador de Alfredo Wagner por ter praticado relações sexuais com uma menina de apenas 13 anos.

Na casa da criança

Zaia manteve relações sexuais com a criança, inclusive se aproveitando o fato de ser motorista de transporte escolar da própria prefeitura de Alfredo Wagner, onde é servidor efetivo. Os abusos ocorreram inicialmente na casa do pai da criança, frequentada por Isair, que auxiliava a família com a entrega de donativos, como alimentos e material escolar.

Autorização do pai

Os abusos ocorreram também no veículo e na casa do agressor, para onde a menina foi levada com autorização do pai, mesmo tendo relatado a ele as violências que já havia sofrido. Os fatos foram descobertos quando a menina, em desespero, foi atendida por conselheiras tutelares na escola onde estudava, pedindo para ir morar com a mãe.

Denúncia

Ao ligar para a mãe, na presença das Conselheiras, a menina disse que estava sendo perseguida pelo vereador, ainda sem fazer referência aos abusos sexuais. Ao se mudar, no entanto, se sentindo segura, revelou à mãe o que estava acontecendo e esta denunciou o vereador à Polícia Civil. A vítima foi submetida a exame pericial, que confirmou a conjunção carnal.

Condenação pelo TJSC

Mesmo diante das provas apresentadas na denúncia do MP, o vereador e o pai da menina foram inocentados pelo Juízo da Comarca de Bom Retiro. Inconformada, a Promotoria apelou da decisão ao TJ/SC que, por meio de sua Primeira Câmara Criminal, condenou por unanimidade os dois réus pelo crime de estupro de vulnerável.

Em cana por 17 anos

A pena aplicada ao vereador foi de 17 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais indenização de R$ 10 mil, e ao pai da menina foi de nove anos e quatro meses de reclusão, também em regime fechado, mais indenização de R$ 1 mil. Como foi decisão colegiada em 2.º grau, houve determinação de prisão de ambos os réus.

Fonte: Ministério Público SC

Foto: divulgação

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