Ontem estava lendo o noticiário da Capital, onde uma matéria no jornal Conexão Comunidade (veja link no final), abordava o absurdo da proibição por parte do governador no transporte urbano nos municípios catarinenses

Barreiras sanitárias

Começa pelo exemplo de Curitibanos, onde não tem um único caso de Coronavírus. Então para que fechar lojas, comércio, indústria e transporte. O correto seria “barreiras sanitárias” em cidades onde não existe casos.

Caronas ou vans lotadas

Mas voltando ao transporte urbano, o absurdo é maior ainda, pois o comércio e a indústria foram liberados, mas os trabalhadores não tem como ir para o serviço. A solução é carona ou vans, onde quase sempre vai gente “espremida”, para poder reduzir o preço da passagem.

Será que Governo do Estado e Prefeitura de Lages pararam para pensar só um pouquinho nessa questão?

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Jornal Conexão Comunidade

Emanuel Soares: “Não tem ônibus, mas tem gente aglomerada em caronas e vans”

O transporte coletivo está parado há 35 dias em Florianópolis. Com a justificativa que os ônibus são um ambiente para a proliferação do coronavírus, eles foram paralisados em decreto assinado pelo governador Carlos Moisés (PSL). Há que ressaltar alguns pontos sobre isso no cenário atual de volta das atividades comerciais:

Em primeiro lugar, os coletivos que transportam os trabalhadores da saúde tem andado lotados. Especialmente a linha do Rio Vermelho. Na semana passada, fiscais do Consórcio Fênix chegaram a usar o trajeto pela manhã para avaliar a possibilidade de colocação de mais coletivos ou um maior. Muita gente usando e não recebi relatos de que algum passageiro tenha contraído coronavírus.

Em segundo lugar, com a volta do comércio, as pessoas procuram se deslocar em caronas. Hoje, flagrei um carro com cinco pessoas dentro. Todas indo ao trabalho na área central de Florianópolis. É uma situação simples de se avaliar, todas aglomeradas. Algumas empresas colocam vans para o transporte dos passageiros e não há fiscalização alguma sobre distanciamento ou regulamento que preveja a lotação máxima.

Em terceiro lugar, uma empresa de telemarketing da Capital voltou a funcionar e colocou ônibus fretados para transportar os funcionários. Não vai ninguém em pé, todos sentados. Mesmo sistema do amarelinho (executivo) que circula na Capital ao valor de R$ 10 reais. Duvido que tenha afastamento de 1,5 metro entre as baias de atendimento telefônico. Mas é fato que não há essa distância entre os bancos do ônibus.

Então, por que não autorizar a volta do transporte público? Sem dúvidas, há um grande desafio em enfrentar essa doença. Mas vai das pessoas também em reforçar a higiene e usar máscaras. E ainda caberia um regramento, todos sentados, sem passageiros em pé.

Mas aí batemos de frente nos interesses das empresas de ônibus e da prefeitura. Quanto mais gente transportada, mais o sistema fatura. Se a ideia sempre for essa, vamos continuar sem ônibus por um longo período.

 

Fonte: https://jornalconexao.com.br/2020/04/22/emanuel-soares-nao-tem-onibus-mas-tem-gente-aglomerada-em-caronas-e-vans/

#BlogdoBarão

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