A servidora Márcia Regina Geremias Pauli, exonerada pela secretaria de Estado da Saúde como responsável pela compra de respiradores fantasmas, afirmou em entrevista à NDTV que o ex-secretário, Helton Zeferino, sabia da compra superfaturada de respiradores em Santa Catarina (veja o vídeo abaixo)

Houve pressão

Além de revelar dificuldades e fragilidades no processo de compras do Estado, contou que houve uma pressão para que fosse finalizada a compra com o fornecedor fluminense. Além da empresa, havia empresas catarinenses que haviam oferecido propostas.

Os comissionados

Márcia revelou, em fala ao programa Balanço Geral, diversos outros pontos que envolviam o processo de compras do Estado. Segundo ela, comissionados chegavam dizendo que haviam falado com o governador e estipulavam prazo para a finalização de compras.

Ele mentiu

“Eu penso, como pessoa, que seja difícil que o governador não tivesse sabendo de uma compra assim”, falou ela sobre Carlos Moisés (PSL). Também comentou que o ex-secretário mentiu ao dizer que não sabia e também que não sabe dizer se alguém ganhou, de forma espúria, nessa história. “EU não serei leviana em fazer esse julgamento sem provas, como fizeram comigo. Os órgãos vão dizer”, sobre a investigação.

Injustiçada

Márcia, com mais de 14 anos de carreira na secretaria, se disse injustiçada e que foi usada como objeto para realizar a resposta naquele momento, que era apontar um culpado.

“Eu sou inocente e tenho que me defender de acusações. Esse processo foi apresentado (…) e essas informações todas tem que vir para as investigações. Estou me defendendo de uma situação que foi colocada. A transparência tem que vir para fazer todas as informações. Temos problemas, fragilidades. Temos que estar unidos e transparentes. Foi uma dificuldade do fornecedor? Simplesmente isso?”.

Escândalo

Após o escândalo da compra de 200 respiradores, que não foram entregues ao Estado, ao valor de R$ 33 milhões, o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, pediu demissão ao governador Carlos Moisés. O pedido de exoneração foi feito no fim da tarde de quinta-feira (30). A denúncia de superfaturamento na compra dos equipamentos foi feita pelo site The Intercept Brasil e assinada pelos jornalistas Fábio Bispo e Hyury Potter.

Os respiradores que foram comprados e pagos, antecipadamente, deveriam ter chegado em meados de abril, o que não ocorreu. A empresa Veigamed, que tem endereço incompatível com o que aparece no site, não comercializa equipamentos como respiradores, apenas móveis hospitalares. Ela foi notificada pelo atraso e respondeu afirmando que mudaria o modelo e entregaria apenas em junho os equipamentos.

Foto: Cristiano Estrela / Secom

Reprodução NDMais

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