O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) ganhou nessa sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz em 2020, por “melhorar as condições para a paz” e prevenir o uso da fome como arma de guerra.

O PMA é a maior agência humanitária do mundo, que presta assistência para pessoas em situação de insegurança alimentar por conta de conflitos ou desastres naturais. Em 2019, o PMA ajudou 100 milhões de pessoas em 80 países.

A lageana Mariana Rocha

Entre os brasileiros que trabalham na organização está a lageana Mariana Rocha. Mariana é filha de Nilton Rocha e Roselene Machado Rocha, que estão orgulhosos, não somente pelo magnífico trabalho que ela desenvolve no PMA, diretamente em Maputo, capital de Moçambique, como também pelo Prêmio Nobel da ONU.

O Blog conversou o pai – Nilton Rocha, e através desse contato foi possível ouvir a Mariana, que trabalha no PMA há 6 anos apoiando países africanos no desenvolvimento de programas de alimentação escolar, e está em Moçambique desde há um ano, apoiando programas de emergência no país que foi afetado por dois ciclones no ano passado, e segue enfrentando desafios de desenvolvimento social e económico, além dos efeitos das mudanças climáticas e um conflito no norte do país.

Ela formou-se em Direito na UFSC e fez mestrado em Direitos Humanos e Democratização na Itália e Holanda. Após os estudos, Mariana trabalhou na Europa em organizações de direitos humanos, inclusive no Parlamento Europeu.

Em 2014, Mariana voltou para o Brasil e passou a trabalhar no Programa Mundial de Alimentos em Brasília, de onde prestava assistência técnica a países africanos inspirada pelas políticas públicas brasileiras na área de segurança alimentar e nutricional.

Nesse período apoiou programas em diversos países, como Benin, Togo e Burundi na África, e o Laos na Ásia. Desde o ano passado, Mariana foi alocada ao escritório do PMA em Moçambique, onde trabalha diretamente na implementação de alimentação escolar para mais de 250,000 crianças.

Mariana destaca a importância da atuação do PMA porque presta assistência às pessoas que se encontram em maior vulnerabilidade, para garantir que todos tenham acesso à alimentação e possam reconstruir suas vidas após conflitos ou desastres naturais.

“O PMA chega até as zonas mais remotas, de perigo, de conflito, justamente pra que aqueles que mais precisam ter acesso a alimento. É uma honra muito grande para nós receber o Prêmio Nobel da Paz, em um momento em que a organização não mede esforços pra apoiar todos os seus beneficiários e chegar a mais pessoas diante de muitos desafios que o mundo enfrenta”, relata.

“Sabemos que a fome já vinha aumentando há alguns anos por conta do aumento dos conflitos e da insegurança pelo mundo, e essa situação se agravou com o Covid. E a estimativa do PMA é de que no próximo ano o número de pessoas em insegurança alimentar aguda aumente em 80%”, diz Rocha.

“Então estamos trabalhando para reforçar as nossas parcerias no trabalho com os governos, para que todas essas pessoas recebam alimentos e possam ter uma vida digna”, conclui Mariana.

EXCLUSIVO

#BlogdoBarão

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here