Allyson e Mariane moram em Bom Jardim da Serra e a prova era em Orleans, no pé da Serra, que estava interditada por conta de queda de rochas. Chegaram faltando 5min e fizeram a prova molhados e com fome

Os estudantes Allyson Maciel Candido, 17 anos, e Mariane Oliveira de Assunção, 18, precisaram enfrentar o sol escaldante e a chuva para conseguir fazer a prova no último domingo (17). Moradores de Bom Jardim da Serra, os jovens se deslocavam até o município de Orleans, quando encontraram uma interdição na Serra do Rio do Rastro. Com medo de não chegar a tempo, os dois decidiram atravessar o local a pé.

Allyson e Mariane, que moram a cinco quilômetros de distância um do outro, contam que se encontram por volta das 9h30min. Acompanhados pelos pais do menino, eles partiram em direção ao município vizinho. O trajeto percorreria a SC-390, levando cerca de 40 minutos para ser completado. Contudo, por conta das chuvas, blocos de pedra e sedimentos caíram sobre a pista na Serra do Rio do Rastro — o trânsito na região só foi liberado mais tarde naquele domingo.

— A gente resolveu sair mais cedo para que pudesse almoçar. Todo mundo diz ‘tenha bastante tranquilidade, faça tudo com calma’. Eu ainda não estava nervoso, mas como todo vestibulando, tinha o pé atrás — comenta Allyson, que busca uma vaga no curso de Medicina.

Com a interdição, eles montaram um plano para conseguir chegar a tempo. Pediram a um conhecido que trabalha como motorista de aplicativo em Orleans para encontrá-los no trecho mais próximo após a interdição.

Após a confirmação de que o veículo os buscaria, partiram numa caminhada no estilo “nem correndo, nem andando”, como definiram. Apenas com documentos, canetas, máscara e álcool gel, não conseguiram se proteger dos raios do sol e muito menos da chuva que caiu em seguida. No total, foram seis quilômetros a pé até que fosse possível encontrar o transporte.

Molhados e com fome

A emoção não acabou ali. Chegaram ao Centro Universitário Barriga Verde, faltando apenas cinco minutos para o fechamento dos portões. Fizeram a prova com as roupas molhadas e com fome, pois, só tomaram café da manhã. Ao chegar na sala de provas, Alysson diz ter resumido a um fiscal o que aconteceu e ter sido parabenizado pela dedicação.

​Tudo de novo

— Nós faríamos de novo, porque era o nosso objetivo. Era isso que a gente vinha preparando o ano inteiro. Quando a gente quer chegar lá, a gente sempre consegue — diz Mariane, que pretende estudar Ciência Contábeis..

Segunda prova

Para o próximo domingo (24), quando serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e Matemática, a dupla ainda não definiu como fará o descolamento. Pensam em sair no sábado para um local mais próximo ao Centro Universitário, para evitar outro momento de tensão.

— O principal foi o nervosismo. O medo de fazer tudo isso e ainda não conseguir chegar a tempo do fechamento dos portões — fala Allyson.

​Fonte: NSC Total / Catarina Duarte
catarina.santos@somosnsc.com.br
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