{"id":8790,"date":"2025-05-06T09:02:48","date_gmt":"2025-05-06T12:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/miltonbarao.com.br\/?p=8790"},"modified":"2025-05-06T09:08:21","modified_gmt":"2025-05-06T12:08:21","slug":"empresa-debocha-de-idade-de-candidato-e-e-condenada-por-etarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miltonbarao.com.br\/index.php\/2025\/05\/06\/empresa-debocha-de-idade-de-candidato-e-e-condenada-por-etarismo\/","title":{"rendered":"Empresa debocha de idade de candidato e \u00e9 condenada por etarismo"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><em>V\u00edtima de 45 anos receber\u00e1 uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil por danos morais<\/em><\/strong><\/h3>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) manteve a condena\u00e7\u00e3o de uma empresa de recrutamento por conduta discriminat\u00f3ria contra um candidato de 45 anos durante um processo seletivo. A decis\u00e3o confirmou a exist\u00eancia de discrimina\u00e7\u00e3o et\u00e1ria (etarismo) e fixou uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil por danos morais, ap\u00f3s a comprova\u00e7\u00e3o de que o profissional foi exclu\u00eddo da sele\u00e7\u00e3o unicamente por causa da sua idade.<\/p>\n<p>Segundo os autos, Carlos Augusto Luchetti Junior havia se inscrito para uma vaga em S\u00e3o Jos\u00e9, na Grande Florian\u00f3polis. Em resposta, recebeu o seguinte e-mail: \u201cCancelaaaaaaaa, passou da idade kkk\u201d. Ele tentava uma vaga como auxiliar de estoque. Perplexo, ele divulgou nas redes sociais a resposta.<\/p>\n<p>A empresa alegou que o e-mail n\u00e3o tinha o objetivo de excluir o candidato, mas apenas cancelar uma entrevista previamente marcada. No entanto, o desembargador relator observou que a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o mencionava cancelamento e adotava tom ofensivo. Assim, segundo ele, refor\u00e7ou se tratar de uma il\u00edcita.<\/p>\n<p>A empresa ainda alegou que sofreu danos morais com a repercuss\u00e3o do caso na m\u00eddia, o que o Judici\u00e1rio rejeitou. Conforme o magistrado, n\u00e3o h\u00e1 como reconhecer dano moral \u00e0 empresa que provocou a pr\u00f3pria exposi\u00e7\u00e3o negativa, especialmente em raz\u00e3o de conduta considerada il\u00edcita.<\/p>\n<h1><strong>Empresa n\u00e3o pode reinvindicar repara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1>\n<p>Al\u00e9m disso, a decis\u00e3o destaca que a empresa que provoca sua pr\u00f3pria exposi\u00e7\u00e3o negativa ao adotar um comportamento discriminat\u00f3rio n\u00e3o pode reivindicar repara\u00e7\u00e3o por danos morais. Isso porque a medida incentivaria condutas oportunistas e desestimularia a leg\u00edtima cr\u00edtica e o controle social sobre pr\u00e1ticas il\u00edcitas ou anti\u00e9ticas. \u201cA\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias n\u00e3o podem ser utilizadas como instrumento de censura\u201d, pontuou.<\/p>\n<h1><strong>Decis\u00e3o<\/strong><\/h1>\n<p>Para o magistrado, a conduta da empresa violou direitos fundamentais e ofendeu a dignidade do candidato. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o do candidato a uma situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria e desrespeitosa, por conta de sua idade, fere sua dignidade e justifica a repara\u00e7\u00e3o pelos danos morais suportados\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O juiz fundamentou a condena\u00e7\u00e3o nos termos do artigo 5\u00ba, inciso X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que garante a inviolabilidade da honra e da imagem das pessoas, e no artigo 1\u00ba da Lei n. 9.029\/95, que pro\u00edbe a ado\u00e7\u00e3o de qualquer pr\u00e1tica discriminat\u00f3ria para efeito de acesso ou manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de trabalho. \u201cA responsabilidade civil deve sempre sinalizar e incentivar condutas socialmente desej\u00e1veis, nunca premiar ou proteger atitudes lesivas\u201d, registrou o relator.<\/p>\n<p>Embora Carlos Augusto tenha recorrido para aumentar o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, o TJSC entendeu que os R$ 5 mil fixados atendem aos princ\u00edpios da razoabilidade e proporcionalidade, considerando as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas das partes envolvidas. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:TJSC\/Gnews<\/p>\n<p>Charge meramente ilustrativa<\/p>\n<p>#Bar\u00e3oOnline<\/p>\n<div class=\"angwp_9981 _ning_cont _ning_hidden _ning_outer _align_center responsive\" data-size=\"custom\" data-bid=\"9981\" data-aid=\"0\" style=\"max-width:300px; width:100%;height:inherit;\"><div class=\"_ning_label _left\" style=\"\"><\/div><div class=\"_ning_inner\" style=\"\"><a href=\"https:\/\/miltonbarao.com.br?_dnlink=9981&t=1790594935\" class=\"strack_cli _ning_link\" target=\"_blank\">&nbsp;<\/a><div class=\"_ning_elmt\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/miltonbarao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/construtora-cavalli-300x300-1.jpeg\" \/><\/div><\/div><\/div><div class=\"clear\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edtima de 45 anos receber\u00e1 uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil por danos morais O Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) manteve a condena\u00e7\u00e3o de uma empresa de recrutamento por conduta discriminat\u00f3ria contra um candidato de 45 anos durante um processo seletivo. 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