DESTAQUES: Anderson de Souza lidera chapa única na ACIL. Até possível abastecimento virou manchete. Nunca antes na história um ocupante do Paço foi tão bem aprovado. Fim das propagandas de jogos de azar em Lages. Ex-vice agradece a quem se preocupou com ele. E sobre o que ele fez, tem perdão? Irrequieto e preocupado, Jorginho volta ao governo. Marcius fez escola e Bianchini segue a cartilha. Deputado catarinense aparece com R$ 500 mil em espécie nas mãos da Polícia Federal.
CHAPA ÚNICA
O empresário Anderson de Souza encabeça a única chapa inscrita para a eleição da nova diretoria da Associação Empresarial de Lages, a ACIL, para a gestão 2027/2029.
Anderson concorre à presidência, tendo o empresário Roberto Dimas Amaral como candidato a vice. A composição conta ainda com Zilda Elisa Letti Pellizzaro, 1ª secretária; João Cesar Pellin, 2º secretário; Felipe de Quevedo Paes, 1º tesoureiro; e Aldo Esmério de Oliveira Junior, 2º tesoureiro.
A eleição será realizada no dia 19 de outubro. Até agora, uma chapa só.

JORNALISMO ÀS AVESSAS
Acompanhando a cobertura do acidente com o helicóptero que matou cinco pessoas em Urubici, lembrei de uma situação semelhante na época da morte de Tancredo Neves.
Por falta de assunto, um repórter foi até uma lanchonete próxima e queria saber quantos pastéis haviam sido vendidos naquele dia.
É o jornalismo procurando notícia até onde ela não existe.
ABASTECIMENTO
Por aqui, até a consulta feita pelo piloto antes da decolagem em Porto Belo, na segunda-feira, para saber sobre um possível abastecimento em Lages, virou manchete.
Tudo bem informar. Mas, convenhamos, se não acrescenta nada para explicar a queda, vira quase o pastel da lanchonete do tempo de Tancredo.

APROVAÇÃO HISTÓRICA
Às vezes preocupada até demais — a ponto de cobrar a variedade das flores nos canteiros das praças —, o fato é que a prefeita Carmen tem motivos para esbanjar felicidade e agradecer ao povo lageano.
A informação de que ela alcançou um índice histórico de aprovação merece atenção.
Se os números forem confirmados como a maior aprovação de um prefeito ou prefeita de Lages, então Carmen pode comemorar. Afinal, não é todo dia que alguém consegue chegar ao topo da régua de aprovação do Paço.
JOGOS DE AZAR
Importante projeto de lei do vereador Castor foi aprovado e agora segue para sanção da prefeita Carmen.
A proposta proíbe, em Lages, qualquer forma de publicidade, propaganda, marketing, anúncio visual, promoção de vendas ou patrocínio promovido por empresas de jogos de azar ou plataformas virtuais de apostas em espaços públicos, bens e equipamentos municipais.
Agora é aguardar a canetada do Paço.
EX-VICE
Para seus fãs e admiradores — dos quais, já aviso, não faço parte —, o ex-vice-prefeito Jair Junior foi às redes sociais agradecer a quem se preocupou com ele.
“Quero agradecer a todos que se preocuparam comigo. Por cada mensagem e, principalmente, pelas orações. Estou me recuperando. Deus é bom o tempo todo.”
INSIGNIFICANTE
Digo e repito: não faço parte da legião de fãs.
Desde que se elegeu vereador, JJ sempre foi uma pessoa difícil de lidar e colecionou desafetos pelo caminho. Fez o que fez, acabou condenado pela Justiça e agora segue a vida.
Sobre o perdão divino, aí já é assunto para outra instância. Essa eu não ouso julgar.

MENTE DOENTIA
Por falar em pessoas que não conseguem esquecer o Barão, agora arrumei mais um “apaixonado” que vive fazendo post nas redes sociais com minhas fotos.
Não vou perder tempo com isso. Já tomei as providências legais e deixo a Justiça cuidar do assunto.
Cada um que cuide da própria vida. Eu continuo cuidando das Navalhadas.
CAPACIDADE
Jorginho Mello reassumiu o governo de Santa Catarina depois de se licenciar para o período eleitoral.
Na segunda-feira (21), diante dos efeitos das fortes chuvas no Estado, interrompeu a licença e voltou ao comando do Executivo para acompanhar as ações da Defesa Civil e dos demais órgãos estaduais. A decisão gerou críticas de adversários, que interpretaram o gesto como um possível desprestígio à vice-governadora Marilisa Boehm.
A leitura política que ficou foi inevitável: a volta de Jorginho pode passar a impressão de que, em uma hora de crise, ele preferiu reassumir pessoalmente o volante.
ADRIANO
Para disputar a reeleição, Jorginho não repetiu a parceria com Marilisa e escolheu o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, como candidato a vice.
Se fosse Adriano no cargo, penso que uma situação dessas dificilmente aconteceria. Ambos têm perfil de gestor e, quando a coisa aperta, gestor costuma querer resposta rápida.
MEGAFONE
Mesmo com um bom troco recebido do Fundo Eleitoral, Claudio Bianchini está fazendo uma campanha franciscana.
De megafone em punho, vai para as sinaleiras pedir votos, lembrando os tempos em que Marcius Machado fazia escola e embarcava nos ônibus da Transul para entregar santinhos.
Para Marcius, a fórmula deu resultado.
E para Bianchini, será que a história vai se repetir?
500 MIL
Agora vem a navalhada que atravessou a Serra e chegou à Capital.
A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo que estavam em poder de um candidato às eleições de 2026, durante uma diligência realizada na terça-feira (22), nas proximidades de uma agência bancária em Florianópolis.
O candidato foi identificado como o deputado estadual Marcos Vieira (PSDB), que disputa a reeleição. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar.
Meio milhão em espécie.
Tem gente que guarda dinheiro no banco. Tem gente que guarda no cofre. E agora a gente descobre que tem candidato que circula com R$ 500 mil na mão.
POLÍCIA FEDERAL
Segundo a Polícia Federal, o dinheiro havia sido previamente provisionado para saque e foi localizado em poder do candidato.
O valor foi apreendido e preservado. A PF vai apurar a origem e a destinação dos recursos, inclusive para verificar eventual ocorrência de ilícitos eleitorais.
O procedimento será encaminhado à Justiça Eleitoral, com pedido de autorização para instauração de inquérito.
E aqui cabe registrar: a própria Polícia Federal afirma que, até o momento, não há conclusão sobre a prática de crime ou sobre a responsabilidade das pessoas envolvidas. Foto: Divulgação/Polícia Federal
DESTINO
Agora começa a parte que interessa.
De onde veio o dinheiro?
Para onde iria?
Por que R$ 500 mil em espécie?
E, principalmente, qual era a finalidade do dinheiro?
A investigação é que vai responder. Até lá, são R$ 500 mil apreendidos e muitas perguntas no ar.
E a pergunta que dá título às Navalhadas fica por conta do leitor:
500 mil na mão é igual a dinheiro na cueca?
O restante, falamos depois…
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