Coxilha Pobre, o protesto da vencedora da 23ª Sapecada da Serra

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Nas palavras do autor de “Coxilha Pobre”, Luiz Pedro Zamban, a música vencedora da 23ª Sapecada da Serra Catarinense é um grito de protesto contra a invasão do pinus

“É uma letra que eu não gostaria de ter escrito, pois trata-se de um tema bastante sensível e bastante triste, eu diria, para nossa região. A Coxilha como todos sabem é uma região rica em beleza, natureza, em história e cultura e ela vem deixando esse legado aos poucos se esvair através de mudas de pinheiro americano.

Isso tem acontecido gradativamente e a gente nota, muitas pessoas notam e discordam do que está acontecendo, e a melhor maneira do poeta se expressar o seu descontentamento sobre o que está acontecendo é através da música.

Então fico muito feliz de esta música chegar até vocês, que possa se tornar um tema de reflexão para a nossa região, e que é possível sim existir desenvolvimento e progresso sem que o custo disso seja a nossa história e o valor da nossa gente. E espero que mais pessoas possam se sensibilizar com isso”. (Luiz Pedro Zambam)

Vencedores da 23ª Sapecada da Serra Catarinense

1⁰ lugar: “Coxilha Pobre” 

Letra: Luiz Pedro M. Zamban | Música: Ricardo Oliveira

Intérpretes: Daniel Silva, Ricardo Bergha e Ricardo Oliveira

2⁰ lugar: “Mulheres” 

Letra: Lucas Cassiano Soares de Oliveira, Wilson Gabriel Camargo | Música: Lucas Cassiano Soares de Oliveira

Intérpretes: Amanda Bianchini, Carol Scain, Cris Chardozino e Zetti Gaudéria

Terceiro lugar

3⁰ lugar: “Melodiosa” 

Letra: Ramiro Amorim | Música: Ricardo Bergha

Intérprete: Ricardo Bergha

Música mais Popular: “Cancha do Patacão” – Milonga

Letra: Dudi Marafigo e Marlon Arruda Chalita | Música: Alberto Ventura Neto

Intérprete: Beto Ventura

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Fonte: Instagram @sapecadadacancao_equipe

Fotos: Bruno Heiderscheidt de Oliveira (Câmara de Lages)

#BarãoOnline

1 COMENTÁRIO

  1. Só falaram do Pínus e não falaram da soja? Acabando com o campo nativo. Deveriam era criar uma reserva pra proteger a paisagem em uma área, já que os próprios fazendeiros e caboclos não sabem valorizá-la como patrimônio natural e cultural.

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