BARÃO NAS ELEIÇÕES: os bastidores das convenções

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O que vimos e ouvimos nas convenções dos três grandes partidos (União, MDB e Cidadania). Confirma os detalhes:

Público

Na primeira das grandes convenções, no sábado, do União Brasil, um público estimado em 500 a 600 pessoas, que lotaram o auditório da Acil. Muitos carros estacionados, de um eleitorado mais elitizado.

Diferentemente da convenção de domingo, na Cãmara de Vereadores, com número de público aparentemente igual, porém de origem mais simples, com bem menos carros, porém com mais animação, que aliás é a marca do partido.

Na segunda-feira o Cidadania superlotou o auditório da Acil, com detalhe dos candidatos a vereador com muita torcida e bastante animação. Os organizadores se perderam ao colocar uma grade separando o público, que depois foi recolocada próxima do palco.

Meste de Cerimônias

O comunidador Souza Filho é imbatível na animação de eventos. Ele cria bordões, tem grito de guerra, enfim, a agitação é com ele mesmo. E não foi diferente na convecção do União Brasil, apesar do discurso recatado do candidato e também do seu vice.

No MDB a apresentação ficou por conta do professor Helio Furlan, que parecia estar numa aula de história, daquelas que não tinha fim. Um tanto quanto apático e muito demorado.

No cidadania a animação ficou por conta do assessor de imprensa de Lucas Neves, Allisson Francisco, estava mais empolgado do que o público ao se referir muitas vezes como “a maior convenção da historia de Lages”. Talvez por não ser lageano e desconhecer a política local, nunca tenha participado das mega convenções no CentroSerra, com mais de 3 mil pessoas. Foi a maior deste ano, só!

Convidados

O União Brasil trouxe um time de convidados, incluindo até o carismático João Rodrigues, prefeito de Chapecó, que vai para a reeleição, mas com olhos para o Governo do Estado em 2026.

O MDB fez diferente, optando por dar espaço aos candidatos a vereador, inclusive dos dois partidos coligados (PSB e Democracia Cristã).

Já no Cidadania, quem não poderia faltar era o governador Jorginho Mello, mas o que chamou mesmo a atenção foi a presença da “herdeira” Geovania de Sá, de Criciúma, pois se Carmen for eleita, ela herda o cargo de deputada federal, e as emendas parlamentares que Lages irá perder.

Vices

Uma novela a história dos vices neste ano, aliás como nunca tinha acontecido. Tanto que o União deixou para apresentar Vinícios Borges durante a convenção

Assim como foi o MDB, que somente foi “descoberto”, quando os pais do Gil Zappellini tomaram assento no auditório.

Quem fez diferente foi o Cidadania, que apresentou o vereador Jair Junior uma semana antes, e desde então não para de receber comentários.

Força da máquina

Alguém me questionou em uma das convenções daquela máxima de campanhas políticas de que a “máquina faz a diferença”, e no caso dessa eleição como ficaria. Respondi que é uma eleição atípica, onde os três candidatos não são ligados ao Paço.

Interesse pessoal

Outra pergunta foi com relação ao interesse da candidata Carmen em vir disputar a prefeitura, mesmo sendo deputada federal e secretária de Estado da Saúde. É simples, respondi, pois o interesse é do governador, que quer tem aliados nas grandes cidades para tentar a reeleição em 2026.

Projeto político

Outro questionamento importante refere-se ao projeto político da Carmen Zanotto. Se apenas dois anos de prefeitura seria suficiente e depois iria tentar o Senado, deixando Jair Junior na cadeira? Sinceramente essa eu não sei responder… só ela!

Os vices

E o vice do Elizeu, lembra o Eike Batista e seu filho Thor. O vice Jair Junior parece que não sabia a letra do hino de SC e ficou mudo. O vice do Lio Marin não parava nem no palco nem no público

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