COLUNA DO MORTARI: E quando perdemos alguém..

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Certa vez, ainda quando eu cursava Psicologia li em uma entrevista (não lembro a psicóloga) a seguinte declaração: “(..) a sorte do ser humano, é que não paramos para pensar nas pessoas especiais que perdemos ao longo da vida”, disse ela.

Quando se fala em “não paramos para pensar nas pessoas especiais que perdemos” ela se refere que nós estamos correndo contra o tempo, em busca de algo que – ainda – não sabemos o que é, e que jamais vamos descobrir. Vivemos uma vida frenética, de compromissos, trabalhos e poucas horas para curtir a vida, os amigos, a família e assim por diante.

Não pensar não significa esquecer, mas não mergulhar profundamente na dor, na saudade. Deixamos de lado porque a correria do dia a dia nos tira o foco, a lamentação. O tempo nos dá tempo para aprendermos a viver sem, mas o ser humano tem pouco tempo para nos ofertar, por isso, precisamos nos erguer e seguir em frente.

A dor é nossa e somente nossa. Cada um tem a sua dor, do seu jeito e tenta fechar suas cicatrizes, mas quando queremos gritar ao mundo, somos abafados pela correria e, mais uma vez tudo passa batido.

Ganhar dinheiro é essencial, conquistar bens materiais faz parte da existência humana, mas é preciso repensar conceitos, rever o tempo e olhar para o lado na mesa durante o almoço. Ali, tem alguém que precisa de um pouco do seu tempo, do seu sorriso, do seu abraço, da sua amizade.. Enfim, precisa que você partilhe um pouco de tudo.

Pense nisso.

Luciano Mortari – Jornalista

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