SANTA CECÍLIA: sogra do prefeito foi estopim para investigação de “rachadinha”

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Maria Deuza Ribeiro de Souza foi exonerada do cargo de secretária de Administração no dia 29 de maio de 2025, após recomendação do MPSC

A nomeação da sogra do prefeito Carlos Enrique Garcia Langer (Podemos), de Santa Cecília, para o cargo de secretária de Administração na prefeitura foi o ponto de partida para a investigação que apura um suposto esquema de “rachadinha” no município e culminou com uma operação nesta terça-feira (31). Um dos alvos de busca e apreensão é o prefeito.

Nepotismo

A situação veio à tona em maio de 2025, quando o Ministério Público de Santa Catarina identificou um caso de nepotismo — ou seja, quando parentes são nomeados para cargos de direção, chefia ou assessoramento na administração pública. O órgão recomendou a exoneração da mulher e do companheiro dela, que era secretário de Transportes, Obras e Serviços Urbanos.

Maria Deuza Ribeiro de Souza e Eduardo Giovanni Ariano dos Santos foram exonerados de seus respectivos cargos no dia 29 de maio, como consta no Diário Oficial do Município.

À época, o MP apontou que a prática comprometia princípios básicos da administração pública, como a moralidade e a impessoalidade. “Quando um gestor público utiliza o poder que lhe foi confiado para favorecer pessoas próximas, enfraquece a confiança da sociedade nas instituições”, afirmou o promotor de Justiça Murilo Rodrigues da Rosa, em nota divulgada na época.

Saída da sogra abriu caminho para investigação

Segundo a investigação, após a identificação do caso de nepotismo, a Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Cecília instaurou um Inquérito Civil recomendando a exoneração para exercer função pública no município, estruturando-se um esquema conhecido popularmente por “rachadinha”.

Após a exoneração, um novo nome foi indicado para o cargo na Secretaria de Administração. De acordo com o Ministério Público, a partir disso estabeleceu-se um esquema de “rachadinha” em que parte do salário do servidor nomeado seria devolvido a um dos investigados, com a anuência do prefeito.

Segundo o MPSC, no contracheque, constava o valor integral, como se todo o montante realmente permanecesse com o servidor. Porém, uma parte ilícita desse salário acabava desviada no esquema.

Operação apura desvio de salários em Santa Cecília

As suspeitas culminaram na Operação “Bolso Duplo”, deflagrada nesta terça-feira (31) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santa Cecília, Navegantes e Balneário Camboriú.

A investigação apura a possível prática de crimes como associação criminosa e desvio de recursos públicos. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar o caso, que corre em sigilo.

 

 

Fonte: MPSC / NSCtotal

Na foto destaque, Dr Carlos Langer, prefeito de Santa Cecília, que foi alvo de uma operação do Gaeco na terça-feira (Foto: TSE e MPSC, Divulgação)

@barão.online

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