DESTAQUES: Segundo curso de Medicina em Lages. Passo Fundo/RS tem três. Daqui a 10 anos, qual será a população de Lages? Quem é o rei das moções? Debates na TV estão ultrapassados e precisam se reinventar. Torcicolo na entrevista da rádio. Os caramelos vão dominar o mundo. João Rodrigues diz que vota em Flávio Bolsonaro. Quem levou a maior torcida ao CentroSerra? Decisões judiciais e o cancelamento do debate da Globo
MEDICINA NA UNIFACVEST
A autorização do curso de Medicina da Unifacvest representa muito mais do que a abertura de uma nova graduação. É uma importante conquista para Lages e para a Serra Catarinense, ampliando as oportunidades de formação médica e contribuindo para o desenvolvimento regional.
Com dois cursos de Medicina, Lages reforça sua posição como polo educacional e de saúde. A autorização do MEC foi publicada na quarta-feira, depois de um processo que se estendeu por mais de três anos.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Paralelamente ao início do curso de Medicina, o reitor Geovani Broering anunciou, em coletiva, que a Unifacvest já trabalha na construção do Hospital Universitário.
A estrutura ficará ao lado do Unifacvest +Saúde e deverá integrar ensino, atendimento e formação médica. A instituição também anunciou investimentos próprios na estrutura hospitalar.
E quem ganha com isso? A população, evidentemente.
PASSO FUNDO/RS
Com o segundo curso de Medicina, Lages começa a olhar ainda mais para Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que possui três cursos de Medicina.
E vale lembrar: Passo Fundo já foi uma cidade menor que Lages. Apostou forte na educação superior, transformou-se em polo universitário e deu um salto de desenvolvimento.
Será que Lages está começando a trilhar o mesmo caminho?
270 MIL HABITANTES
Na coletiva sobre a implantação do curso de Medicina, o reitor Geovani Broering fez uma aposta para os profissionais de imprensa: daqui a dez anos, Lages poderá passar dos atuais 175 mil para 270 mil habitantes.
Não houve contestação. Agora fica a pergunta: daqui a dez anos, qual será realmente a população de Lages?
A projeção de 270 mil foi apresentada pelo próprio reitor como uma perspectiva de crescimento, associada à chegada de novos investimentos, estudantes, profissionais e empreendimentos.
MOÇÃO DE APLAUSO
Há exatamente duas semanas, um vereador provocou um bate-boca na Casa do Povo ao questionar as Moções de Aplauso. Na ocasião, defendeu que elas deveriam ser proibidas.
O surpreendente é que, nesta semana, o mesmo edil teve aprovada uma Moção de Aplauso para um policial militar. E tem mais: chegou a 20 o número de moções de sua autoria, colocando-o na terceira posição.
Ué… então agora pode?

DEBATE
Os debates que temos assistido na televisão estão pedindo uma reforma urgente.
O problema não está no confronto de ideias. Está no formato.
A fórmula continua praticamente a mesma há décadas, enquanto o eleitor mudou completamente a maneira de consumir informação. Hoje existe vídeo curto, podcast, transmissão ao vivo, redes sociais, cortes e interação em tempo real.
E o debate continua ali, firme e forte, como se estivéssemos nos anos 90.
PAPELZINHO
Para dar apenas um exemplo de como o formato precisa se reinventar, basta lembrar do sorteio de temas com bolinhas dentro de um cesto e papeizinhos dobrados.
Papeizinhos!
Só faltou o apresentador anunciar: “E agora vamos ao tema sorteado pelo nosso glorioso cesto democrático…”.
ULTRAPASSADO
O desafio dos meios de comunicação é justamente esse: pensar um formato mais dinâmico, mais atraente e conectado ao comportamento atual do eleitor.
Não se trata de acabar com os debates. Muito pelo contrário. É fazer com que eles voltem a ser relevantes para quem está do outro lado da tela.
TORCICOLO
Será que o candidato Raimundo Colombo não saiu com torcicolo depois de passar mais de uma hora com o pescoço virado para conseguir enxergar os apresentadores do programa da Clube? Se fosse comigo, eu virava a cadeira e ficava de frente.
Muito mais confortável.

CARAMELOS
Poucos moradores, mas, em compensação, um grande número de caramelos na tarde de quinta-feira, durante o ato de inauguração da nova UBS do Salto Caveiras.
A impressão que fica é que os caramelos vão dominar o mundo.
E olha que eles nem precisam de campanha eleitoral.

FLÁVIO
João Rodrigues, do PSD, pulou fora do barco de Ronaldo Caiado e declarou que vai votar em Flávio Bolsonaro, o 22.
A mudança foi anunciada na quinta-feira, em vídeo publicado nas redes sociais. Rodrigues disse que continua no PSD e que sua decisão é pelo voto em Flávio para presidente.
É a eleição chegando à reta final e os barcos começando a mudar de rumo.
ELEITORES
Fazendo um comparativo entre os dois encontros realizados no CentroSerra, um com João Rodrigues e outro com Jorginho Mello, a diferença de público foi visível.
Não existem números oficiais de público.
No primeiro, a estimativa foi de aproximadamente mil pessoas. No segundo, a avaliação ficou em torno de três mil.
Se a régua for essa, a torcida do Jorginho levou vantagem.
Mas eleição não se ganha por lotação de CentroSerra.

DITADURA?
O país assistiu, perplexo, na quinta-feira, a uma sequência de decisões judiciais que acabou interferindo diretamente no último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno.
A discussão sobre os limites da atuação do Judiciário no processo eleitoral ganhou ainda mais força depois que o TSE proibiu a exibição do púlpito vazio reservado a Lula e impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente. Pouco depois, uma decisão do STF determinou a inclusão de Renan Santos no debate.
Para críticos das decisões, a interferência judicial foi longe demais.
Para a Justiça Eleitoral, tratava-se de decisões dentro de suas atribuições legais.
No meio disso tudo, ficou o eleitor.
E O DEBATE, FOI PARA ONDE?
Para completar a novela, Flávio Bolsonaro desistiu de participar do debate e, diante das mudanças provocadas pelas decisões judiciais e das desistências, a Globo cancelou o programa.
A emissora afirmou que as decisões tomadas poucas horas antes provocaram insegurança jurídica e interferiram na organização do encontro.
Ou seja: aquele que seria o último grande confronto entre os presidenciáveis antes da votação de domingo simplesmente não aconteceu. Em pleno século XXI, talvez seja mesmo hora de reinventar os debates.
Mas, primeiro, precisamos conseguir realizar um.
O restante, eu conto depois!
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